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Taques recusa “esmola” de Dilma e MT não envia 100 homens para Jogos Olímpicos do Rio 2016

- 25 de Janeiro por Querência News com Olhar Direto

Taques recusa “esmola” de Dilma e MT não envia 100 homens para Jogos Olímpicos do Rio 2016

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Do Enviado Especial à Transpantaneira, em Poconé - Ronaldo Pacheco    O que sempre foi turbulento, azedou de vez: o relacionamento do governador José Pedro Taques (PSDB) com a presidenta Dilma Rousseff (PT) nunca esteve tão ruim. E, por conta disso, Mato Grosso deve ser o único Estado do Brasil a não ceder nenhum homem para as forças de segurança que vão atuar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto, sob coordenação da Polícia Federal e Interpol (Polícia Internacional).

 
“Mato Grosso merece muito mais do que duas espingardas, como esmola [em troca da cessão de 100 policiais] do governo federal. E mais: temos efetivos aquém do necessário e, por isso, a presença dos policiais é essencial nas ruas das nossas cidades”, afirmou ele, para a reportagem do Olhar Direto, depois de inaugurar pontes na Rodovia Transpantaneira (MT-060).

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Pedro Taques já era tratado como persona non grata no Palácio do Planalto e Esplanada dos Ministérios, em Brasília, desde o segundo semestre do ano passado, quando foi o único governador – entre os 27 – a defender abertamente o impeachment da presidente Dilma Roussef, em tramitação na Câmara dos Deputados.
Pedro Taques tinha acabado de almoçar com empresários e políticos do Pantanal, além de secretários de Estado, ao ser questionado se Mato Grosso cederia homens para a Força Nacional, programada para atuar nos Jogos Olímplicos do Rio de Janeiro. “Mato Grosso merece mais do que a União ofereceu, em troca do efetivo”, emendou ele.
 
Nesse contexto, o chefe do Poder Executivo fortaleceu o secretario de Estado de Segurança Pública (Sesp), Fabio Galindo Silvestre, que havia anunciado a negativa sobre o do pedido. Galindo tinha explicado que não seria possível conceder por absoluta falta de diálogo com dos órgãos do governo federal com o Estado e avisou que “a decisão final” seria do governador Pedro Taques.
 
Desta forma, a definição de Taques em liberar homens da segurança de   Mato Grosso para trabalhar no Rio de Janeiro coloca em xeque, definitivamente, qualquer possibilidade de reaproximação com onúcleo duro do Palácio do Planalto.
 
Além disso, ele anunciou que é possível determinar que o Batalhão de Operações Especiais da polícia Militar (Bope) atue nas ruas de Várzea Grande, enquanto a SESP considerar necessário. “Acredito que será uma medida bastante viável para Várzea Grande, que enfrenta atualmente uma insegurança incontestável. A polícia tem de estar nas ruas sim, para dar segurança à população, respeitando claro os direitos humanos e a dignidade da pessoa humana. A obrigação do estado é garantir a segurança, e assim faremos”,  afiançou Pedro Taques.
 
A reportagem do Olhar Direto apurou que somente oito estados ainda não responderam ao pedido do Ministério da Justiça para enviar efetivo aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Contudo, a única recusa formal até o momento partiu de Mato Grosso.
 
 

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